domingo, 10 de julho de 2011

Entre um insulto e outro ...

É lamentável que o deputado estadual,Zé Maia(PSDB, agarre-SE à imunidade parlamentar e se ache no direito de usar o seu mandato para insultar educadores, dizendo que são “desequilibrados” e “despreparados”; que deveriam ser “trocados”, insinuando que isso seria uma condição para que houvesse negociação e que para ele, a forma como servidores públicos protestavam naquela reunião só poderia se justificar pela ingestão de alguma “substância” que fosse “não natural do ser humano”.
Ele deveria ficar mais atento ao que o seu partido tem feito com a educação mineira: em 2009 investiu 20,15% em educação, enquanto a Constituição Federal determina o percentual mínimo de 25%, faltam 1 milhão e meio de vagas na educação básica, a privatização do ensino médio profissionalizante, pagamento de vencimento básico de R$369,00 a um professor mineiro. É esta a dívida do Governo de Minas desde Aécio Neves que o Deputado, com os insultos, tentou nos calar durante a Audiência Pública.

sábado, 2 de julho de 2011

O limite entre o público e o privado

LIMITES - linha ou ponto divisório; linha de demarcação etc

O que importa apenas à intimidade pessoal e o que pode e/ou deve ser levado ao convívio social? E mais:o que,da privacidade dos pais, é interessante compartilhar com os filhos – e vice-versa - e o que seria mais adequado ser levado apenas às pessoas de mesma geração, como amigos ou companheira(o), por exemplo? Hoje, o limite entre vida privada e vida pública está tão confuso que fica complicado, porque não dizer difícil, responder sem pestanejar a essas questões. E é bom lembrar que a educação que damos a filhos e alunos é marcada por essas questões.
Quem nunca observou casais de jovens –novos até – em um relacionamento que caberia bem melhor em local privado por ser considerado íntimo? E, em geral, a reação que temos ao testemunhar esse tipo de cena é a de moralizar o comportamento dos jovens. É fácil dizer ou pensar nessa hora, que eles não sabem respeitar o publico, que não têm vergonha, etc.
Adulto adora moralizar o comportamento de jovens e nem sempre se dá conta de que o que eles fazem foi a eles ensinado por nós, de um jeito ou de outro. Por exemplo: qual a diferença entre assisti a uma cena mais ousada entre dois adolescentes que agem assim em pleno espaço público e ouvir, em situação semelhante, uma briga de casal que se desenrola pelo celular ou numa mesa de bar? Aliás, quem é que já não teve que compartilhar conversas íntimas em situações desse tipo? E o mais interessante é que o constrangimento fica mais por conta de quem ouve do que de quem vive a cena, não é verdade?
Bem, mas como tem sido bem difícil aos adultos construir e delimitar a privacidade, do mesmo modo tem sido difícil saber como e o que ensinar aos filhos a esse respeito.
Para ilustrar isso, darei um exemplo de uma mãe que me procurou juntamente com sua filha de 14 anos, que, ao ser interpelada pela mãe sobre um possível namoro “escandaloso” na rua, perguntou pra mãe se o que fizera seria diferente do que ela (mãe) e seu pai faziam também. A mãe disse que não, eles faziam coisas desse tipo e outras, só que essas cenas de intimidade eram compartilhadas no quarto do casal. Embora a intenção dessa mãe tenha sido boa, querendo dar uma lição de privacidade, passar para a filha a idéia de que há coisas que não se fazem na frente dos outros, já que interessam apenas aos envolvidos, é preciso lembrar que uma boa intenção nem sempre toma a forma de uma boa ação. O que a mãe conseguiu agindo como agiu foi expor a intimidade dela e do marido à filha, mesmo que com palavras. Ela não se deu conta - justamente pela confusão em q vivemos - que intimidade não se restringe ao que se vê,mas ao que se ouve também. Ela não se deu conta de que há um limite entre a vida do casal e a dos filhos que deve ser preservado,mesmo com custo.
Quando a interpelei lembrando que ela poderia te respondido à filha que esse assunto não era da conta dela, ela reagiu com veemência dizendo que não queria de modo algum, ser uma mãe autoritária.
E aí nos defrontamos com outra confusão típica de nossos dias. Afinal qual é a fronteira entre relações mais democráticas, considerando-se a tarefa educativa dos pais?
Ainda aproveitando o exemplo dado, podemos vislumbrar uma pista. Pais autoritários não permitiriam ao filho que se abordasse o assunto “sexo” com eles. Pais mais democráticos aceitam, sim, dialogar sobre o tema, mas numa abordagem sócio-cultural e não da intimidade da vida de cada um. E é bom lembrar que o inverso também tem acontecido; muitos pais extrapolam seu papel e sua tarefa educativa quando esmiúçam a vida íntima dos filhos. E nem adianta usar o argumento da necessidade de orientação: é perfeitamente possível orientar os filhos sem ter de saber detalhes da vida sexual ou amorosa deles.
Vale ressaltar que, apesar de o tema ter sido abordado no âmbito das relações humanas, serve também para as nossas funções trabalhistas e políticas. Inclusive na política, que anda muito vulnerável, devido à existência, via de regra, de atitudes e comportamentos nada éticos de muitos políticos como vem sendo demonstrado ao longo desses quinhentos anos de Brasil.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Leis e coisas não "caducam"...

Chocada e estarrecida é como se sente a categoria com o comentário do nosso secretário da (des )educação sobre a Lei 920/89. Segundo ele, essa Lei caducou e, portanto, não pode, por ela, ser implementada a lei do Piso Salarial Profissional Nacional. Que coisa mais tacanha, para mão dizer total despreparo desse agente político. Será que ele não percebeu que foi ele quem caducou?! A discussão sobre essa lei é recorrente desde o ano de 2008, quando a mesma foi promulgada. Tão logo isso aconteceu, cinco governadores, descomprometidos com a educação de qualidade, atacaram-na com uma ADIN(Ação Direta de Inconstitucionalidade) em dois pontos: Como o Piso entraria no contracheque dos professores e sobre a jornada de trabalho(1/3 fora de sala e 2/3 em sala). A situação ficou pendente no Supremo até 06/04/2011 (diga-se de passagem, dia do meu aniversário) e presente melhor eu não poderia ter recebido, após 20 anos de entrega total ao magistério e sem nenhuma valorização. Agora que o Supremo julgou improcedente o ataque e nos presenteou com o Piso no salário básico, vem esse secretário (diga-se, também, de passagem, com mestrado em (des) educação, com defesa de sua dissertação em Cuba) dizer tal besteira. Segundo a Lei do Piso, os gestores de todo o país, tiveram até 31/12/2009, para readequarem ou até mesmo criarem um plano de cargos, salários e carreiras para receber o Piso, mas não foi o que fizeram nesses anos todos de promulgação da Lei. Agora vem o secretário confiscar vantagens, inventar tabela com estrutura de níveis e outras coisas mais para evitar a valorização do profissional da educação. Dando mil e uma desculpas para não pagar aquilo que a Lei do Piso manda e que o Supremo confirmou. Acho que ele prestaria um bom serviço à população se, ao invés de liberar notas mentirosas, tirasse o time de campo, pois a categoria está organizada e unida. E, digo mais, se o educador está fora de sala e nas ruas, a culpa é única e exclusiva dele e da péssima administração que a cidade vem experimentando ao longo dos últimos 30 meses e com a qual terá, talvez, que conviver por mais 18 meses.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Prêmio, pra que te quero?

Mentalidade terceiro-mundista têm aquelas pessoas que se contentam com um prêmio e deixa de lutar pelo que realmente merece: Salário digno que possa garantir o pagamento de dívidas permanentemente e proporcionar melhorias na qualidade de vida. E ainda, exaltam o opressor. Reflexo de anos e anos de exploração colonial incrustados no lombo do povo brasileiro através do invasor português. Despolitização, atraso e, todas as formas de dependência.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Políticos intrometidos.

Estão me supreendendo os pitacos que os políticos vêm dando na área da Educação.Muitos, diga de passagem,descabidos até. De vez que qualquer mudança que venha ocorrer na Escola tem que passar primeiro pela valorização do professor. E o Estado é o único responsável pelo sucateamento da nossa educação. Já passou da hora de providenciar salário dígno e ambiente de trabalho decente. Se cada trabalhador, pai de nossos alunos, tivesse também salários dígnos, não teríamos tanta violência no ambiente escolar. É preciso modificar as estruturas sociais desta sociedade. Estamos perdendo para muitos países da África que tem uma Educação que dá de dez a zero na nossa. Isso é uma vergonha! Sou professor.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Será que vai dar certo?

No início de seu governo, Lula tentou criar o Fome Zero, que apesar de muito badalado, não decolou. No caso dele, houve tempo para compensar o estrago com o Bolsa Família. Dona Dilma também está criando um projeto de impacto contra a miséria, mas dará certo?

Tudo é possível, dizia sempre Machado de Assis. A nossa presidente tem fama de ser boa gerente, mas o cargo que ocupa é basicamente político, a gerência é um plus. E no plano político a coisa está muito confusa. Até quando durará o casamento do PMDB com o PT, cuja lua de mel está acabando? Haverá cargos para tanta gente? Por tudo isso, temo que não dê certo.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

União estável

Com a unanimidade no STF, sobre a união estável, foi dado aos brasileiros homossexuais não só um projeto de vida mas também um projeto de felicidade.